Grupo - Share
Equipa: Helena, Marco, Maria e Telma




Image: newsweek.com
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INTRODUÇÃO



O capítulo Share da obra de David Wiley, //OER Handbook for Educators 1.0// reflecte sobre um dos etágios do Recurso Educacional Aberto ou REA: "Partilhar" . Segundo o autor, partilhar significa publicar online o trabalho original ou o seu derivado de forma aberta, ou seja, de forma a que outros possam aceder e usá-lo. Isto pode acontecer de duas maneiras: a auto-edição online do trabalho ou a sua publicação virtual por terceiros.

A partilha é um dos aspectos cruciais da vida de um objecto de aprendizagem e também um dos mais controversos, pois envolve muitas questões e mudanças dos procedimentos legais e institucionais estabelecidos. Partilhar recursos educacionais abertos é um dos desafios mais prementes para alcançar o objectivo de uma educação global.

No prefácio do relatório da UNESCO Towards Knowledge Societies (2005), Koichiro Matsuura (Director Geral) refere a importância da partilha de recursos em termos de valorização humana: "if we are to remain human and liveable knowledge societies will have to be societies of shared knowledge". Para alcançar este objectivo, os recursos educacionais abertos são vistos como um dos principais suportes. O seu papel é encarado como fundamental para alcançar o objectivo da educação global.

Em todo o mundo, um já grande número de instituições partilham online software e recursos. Apesar dos constrangimentos que este movimento tem de enfrentar (económicos, legais, institucionais), observa-se uma crescente consciência da valorização dos recursos partilhados e a contínua adesão das instituições de ensino. Encontram, assim, formas de valorizar os seus recursos e implicitamente trazer mais prestígio e publicidade para a instituição, como se pode ver no seguinte vídeo da Universidade Aberta em Inglaterra.







Partilhar porquê?

Qual pode ser então a importância de promover no ciberespaço um "movimento" de partilha e cooperação, tendo como razão de ser a criação de materiais, recursos e conteúdos por um ou mais criadores? Desde logo, temos de compreender o seguinte: "Open Educational Resources have a key role to play in opening accesss to knowledge and promoting its sharing accros the divides- digital, societal and cultural." (In Open educational resources- conversations in cyberpace de Susan D'Antoni e Catriona Savage). A fim de esclarecer melhor esta ideia, são identificados abaixo algumas razões e motivações dos vários intervenientes relacionados com os REAs.

Existem razões tecnológicas, económicas, sociais e legais que levam tanto indivíduos como instituições a partilhar os seus recursos. Em Giving Knowledge for free: The emergence of Open Educational resources (OCDE, 2007), são enunciadas algumas dessas razões:

- Condições tecnológicas e económicas que promovem e impulsionam o uso de estruturas de informação e comunicação mais acessíveis quer economicamente quer do ponto de vista do utilizador;
-Novos modelos económicos emergentes baseados na partilha de custos de produção, como por exemplo novos sistemas de licenças.
- Motivações sociais para uma maior abertura e partilha de recursos tanto para governos, instituições ou indivíduos.

Motivações para os governos para apoiarem os projectos de REAs:
- Expandir o acesso à educação para todos, incluindo os grupos menos tradicionais e alargar o acesso à educação universitária;
- Suportar de forma eficiente o processo de Aprendizagem ao Longo da Vida
- Ser uma ponte entre a aprendizagem formal, informal e não formal.

Motivações para as Instituições:
- A partilha de conhecimento é uma missão e está de acordo com as tradições académicas;
- É uma forma de compensar pelos impostos que todos os cidadãos pagam;
- A partilha e a reutilização é uma forma da instituição melhorar a qualidade e reduzir os custos de produção;
- É uma forma de atrair novos estudantes para o ensino;
- É uma forma de tornar as instituições mais competitivas, implementando um novo modelo de gestão - A partilha aberta promove um desenvolvimento mais rápido de novos recursos de aprendizagem, estimula melhorias a nível interno e inovação.

Motivações para os indivíduos:
- Motivações altruísticas;
- Ganhos não monetários como ganhar reputação ou publicidade;
- Conquistar novos mercados rapidamente, ganhar publicidade e vantagens de ser o primeiro;

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AUTO-EDIÇÃO ou PUBLICAÇÃO POR TERCEIROS



O que é a auto-edição online?


A auto-edição ou publicação independente é a publicação online de materiais ou recursos pelo próprio autor (ex.: artigo, montagem de áDrama_in_Desert.jpgudio ou vídeo), em vez de serem editados por terceiros. Veja-se o exemplo da fotógrafa Holly Kreuter que publicou o catálogo Drama in the Desert: The Sights and Sounds of Burning Man, que a própria autora coloca à venda por $39.95 no site Blurb (http://www.blurb.com/) (free bookmaking software). Uma notícia sobre este catálogo, intitulada Self-publishing made easy online, foi publicada pela jornalista Elinor Mills no site da CNET News, em 9 de Janeiro de 2007.

Neste processo de auto-edição, o autor trata de toda a edição, impressão, publicidade e acordos de distribuição e assume todos os riscos. Também requer grandes conhecimentos técnicos e exige um controlo completo do material publicado.

Além da propriedade dos direitos, é da reponsabilidade do autor permitir o livre acesso aos conteúdos disponibilizados online. Espera-se ainda que assuma regularmente as actualizações, introduzindo novos dados e informações credíveis quando necessário.

Estes conteúdos tornam-se REAs quando são distribuídos com uma licença aberta (open license). (Vide o capítulo sobre Licensing.)

Se se optar por publicações independentes deve-se considerar o seguinte:
  • o local de publicação e os custos e modalidades de pagamento
  • a capacidade de espaço de armazenamento de informação necessária
  • a largura de banda
  • o URL (Uniform Resource Locator)
  • os diferentes serviços de suporte existentes

Os autores podem ter várias razões quando optam pela auto-edição, como, por exemplo, não procurar uma editora tradicional que pretende condicionar a liberdade artística, porque os autores não concordam com as mudanças editoriais exigidas. Ou, então, porque a editora considera que o autor é desconhecido, o tema é obscuro ou polémico. Mesmo sendo interessante, pode abranger apenas uma pequena área geográfica ou um pequeno grupo de pessoas. Quando os autores publicam conteúdos de forma independente, optando pela auto-edição, querem ser os próprios a ter o controlo, ter acesso à sua lista de clientes ou, simplesmente, porque se interessam pelo negócio da publicação.








No final dos anos 1970, os criadores Dave Sim e Wendy e Richard Pini optaram pela a auto-edição, apesar das propostas de editoras, porque queriam ter o poder da decisão exclusiva, acreditando que fariam um trabalho mais eficaz do que uma editora.

Outro exemplo, é o caso do argumentista e produtor J. Michael Straczynski que, nos últimos anos, tem auto-publicado com sucesso a série de livros com os scripts de Babylon 5, a sua criação mais famosa da televisão.

Mas a partilha de conteúdos também acontece no mundo académico, como é o caso da Dolores, uma professora de Estatística que reuniu material ao longo de alguns semestres lectivos para serem introduzidos numa base de dados. Depois, decidiu partilhá-los com outros professores e os seus estudantes. Apesar de alguma parte dessa recolha ter sido realizada por outros, esta professora adcionou muito material novo que conseguiu obter durante as suas pesquisas na Internet. (In Share Open Educational Resources, OLCOS, 2007).

Existem vários serviços online que, embora tenham como função principal armazenar e disponibilizar os conteúdos que são descarregados pelos próprios criadores, proporcionam também a formação de comunidades com interesses comuns que podem utilizar este site para partilha de trabalhos ("sharing platform"). De acordo com McNaught (2006), um repositório terá mais sucesso se tiver em conta, de forma satisfatória, o seguinte: materiais, actividades e indivíduos.

É o caso de Yudu, um site que funciona como um repositório gratuito ("digital publishing library") de todo o tipo de conteúdos: "Online publishing is perfect for marketers, designers, companies, teachers, students, governments and charities - anyone can publish in a range of formats including beautiful e-books, e-catalogues, music, audio books, photos and presentations. Writers, photographers, composers and musicians; set out your stall and bring your creations alive, reaching global audiences and customers in minutes. With YUDU, your readers, customers, viewers and listeners are within easy reach, wherever they are. If self-publishing isn't for you, then just enjoy browsing the thousands of titles and other digital media of interest in the YUDU library. Make friends and interact with other YUDU users and your favourite publishers, through comments, reviews and YUDU mail. Create your own free YUDU library now!"

Estes sites tornaram-se muito populares e um excelente meio de permitir a auto-publicação. Outros sites muito conhecidos e com características semelhantes são o Issuu e o Scribd que permitem publicar texto e imagem.

Estão ainda disponíveis os vídeos //Self Publishing 2.0 Lessons// criados por Morris Rosenthal (ver o seu blogue) e reunidos pelo Canal de Fonerbooks no YouTube. É este serviço online que agrega os referidos conteúdos.

Cada vez mais se aposta na construção de ferramentas online que apoiam esta necessidade. Há ferramentas mais ou menos complexas e dirigidas a grupos específicos, sendo algumas são gratuitas. E há ferramentas que ajudam a partilhar outras ferramentas!






O que é a publicação online por terceiros?
A publicação e seus custos são da responsabilidade de uma instituição, cujas decisões condicionam o formato e controlo do material editado e distribuído online.

Normalmente, a instituição autoriza que sejam alojados e disponibilizados, gratuitamente, no seu website os materiais propostos pelos diversos criadores. Para suportar os custos relacionados com a manutenção do website, os apoios são prestados muitas vezes por outros organismos, incluindo empresas que queiram publicar aí os seus anúncios.

Algumas das vantagens em utilizar este tipo de websites relacionam-se com as facilidades oferecidas pela intituição para a publicação dos conteúdos, a distribuição é feita por grandes audiências, o website é de utilização fácil e intuitiva.

O autor dos conteúdos deve, no entanto, compreender que o controlo dos mesmos deixa de ser feito por si. Após o REA ser publicado no website, a instituição decide, por exemplo, se devem ou não ser adicionados anúncios aos recursos ou se os visitantes podem ou não participar na construção do próprio REA. Esta circunstância pode revelar-se uma desvantagem para o criador, mas isso pode ser contornado se a instituição a que pertence seja caracterizada com alto nível de credibilidade e utilidade para a comunidade.

Como exemplo, há a comunidade online Writing.com ou o site Suite 101.com que servem de repositório dos trabalhos de escritores entusiastas pela auto-edição ou de lugar onde os leitores dos mais variados interesses e capacidades podem encontrar o livro que procuram. Todos os interessados podem inscrever-se gratuitamente no respectivo portal.

Outro exemplo é o Online Publishers Association, organização sem fins lucrativos fundada em 2001, que representa junto de várias entidades os criadores de conteúdos relacionados com o comércio online.

Mas a plataforma mais conhecida é, sem dúvida, a Wikiversity, um projecto da Fundação Wikipedia cujo objectivo principal é tornar-se um ambiente online livre e aberto, dedicado aos conteúdos de aprendizagem e projectos de investigação universitário. Estes podem ser utilizados por todos os níveis de ensino, profissional ou iformal, em todo o mundo. A fase inicial de testes teve início em 2006, mas o projeto Wikiversidade está em funcionamento como parte integrante de 17 línguas do Wikibooks.

Abaixo estão indicados alguns dos conteúdos disponíveis no portal da Wikiversity.

wikiversity.jpg

Publicar através da Instituição


logouab.jpgOs websites das instituições apresentam características próprias com vantagens que podem ser aproveitadas pelo autor independente dos conteúdos e a preferência tem sido utilizar LMS com funcionalidades fáceis e práticas, como por exemplo, carregar ficheiros no sistema (upload interface). A equipa responsável pelo website é diversificada e está habitualmente disponível para prestar todos os esclarecimentos. Os custos de publicação e de actualização do sistema informático são suportados pela Instituição.

Mas há algumas condições que o autor independente deve ter em conta, que devem ser compreendidas desde o início, a fim de ajudar a decidir a escolha da Instituição. Uma dessas restrições pode ser as políticas defendidas pela Instituição, às quais o autor tem de obedecer. Isto pode limitar um pouco a independência do criador dos materiais, não sendo assim garantida uma publicação imediata. Caberá à Instituição autorizar quais são os conteúdos que ficam disponíveis online.

Outro aspecto relacionado com a inscrição numa Instituição para publicar os materiais é a plataforma online utilizada (Blackboard, Desire2Learn, Moodle, etc.). Se os conteúdos são criados com o propósito de serem utilizados num curso, a Instituição pode limitar o acesso aos mesmos, atribuindo uma senha apenas aos alunos inscritos. Será de referir que as plataformas atrás referidas são aplicações online livres ou gratuitas para os utilizadores - "Moodle is a Course Management System (CMS), also known as a Learning Management System (LMS) or a Virtual Learning Environment (VLE). It is a Free web application that educators can use to create effective online learning sites." (Vide página principal do site http://moodle.org/) - e, segundo a Wikipedia, ascendem ao número de 2.600 as instituições que utilizam o Blackboard para promover soluções de e-Educação e aprendizagem a distância. De acordo com a informação no portal da Desire2Learn, esta tecnologia está ao serviço de instituições de vários níveis de ensino e outras entidades: "We work with our clients in Schools, Colleges, Universities, Corporations and Government to enable them to realize their eLearning visions. Using our online learning solutions, clients are able to measure success and build innovative teaching, educational and distance learning environments." (Vide o separador "Why we do it?" do website http://www.desire2learn.com/).


logounivminho.jpgComo exemplos de instituições de educação em Portugal temos a Universidade do Minho que usa o Blackboard, a Universidade Aberta ou a Universidade do Porto que utilizam o Moodle para disponibilizar à comunidade académica uma plataforma online de gestão e distribuição de informação e de recursos didácticos. O objectivo, no caso desta última instituição, será complementar o processo de ensino-aprendizagem desenvolvido em sala, possibilitando o acesso em qualquer lugar e a qualquer hora. Quanto à Universidade Aberta, as modalidades pedagógicas que atravessam os três ciclos de ensino superior podem todas ser desenvolvidas em ambiente online.

Serviços online para publicar Documentos

http://www.scribd.com/
http://www.slideshare.net/

Imagens
http://www.flickr.com/
http://picasa.google.com

Multimédia
http://www.archive.org/index.php
http://pbwiki.com/
http://wordpress.com/

Vídeo
http://video.google.com/
http://www.kaltura.com/
http://www.teachertube.com/index.php
http://www.youtube.com/

Seleccionar uma URL


Após a escolha de um serviço de alojamento, é necessário seleccionar uma URL (endereço na internet). Se o serviço de alojamento seleccionado for o da instituição, esse endereço pode ser composto por três partes:

1- Instituição.
2- Nome do utilizador.
3- Designação do REA, propriamnete dito.

Quando são as empresas a prestar esse serviço, são dadas mais opções: os melhores URLs são curtos e fáceis de memorizar; apoio na escolha da URL; aconselhamento sobre a necessidade de visitar websites semelhantes.


Movimentação de ficheiros


O passo seguinte é mover os ficheiros para o serviço de alojamento. O programa mais comum é o FTP (File Transfer Protocol). É um protocolo de transferência de ficheiros que pode estar incluído no serviço ou pode ser descarregado gratuitamente da Internet. Para além deste, há também o SCP ou SFTP que é, regra geral, mais seguro.Os programas de movimentação de ficheiros funcionam de modo ligeiramente diferente, pelo que se aconselha a consulta da documentação que acompanha o programa. Um exemplo é o Filezilla que abre duas janelas: uma à direita, que mostra os ficheiros no programa e outra à esquerda, que mostra os ficheiros no computador. O processo de transferência é um simples clicar e arrastar de janela para janela.​ Um outro exemplo é o Coreftp , cujo funcionamento é idêntico ao Filezilla. Estas aplicações têm a vantagem de serem de utilização gratuita ou livre.


Marcadores sociais (Social bookmarking)

delicious_logo.jpg
delicious
StumbleUpon_logo.png
stumbleupon

T_reddit_Image_298.jpg
reddit logo
Diigo-logo.gif
diigo



Os marcadores sociais são um tipo de website que permite organizar e partilhar links com outras pessoas e têm funções especiais. Os mais populares são Del.icio.us, www.stumbleupon.com/, http://digg.com/, e http://www.reddit.com/. Estes sites funcionam de forma semelhante ao marcador do browser que se utiliza normalmente, com a diferença de que não guarda o endereço no nosso próprio web browser.

Tomemos como exemplo de um marcador social o Del.icio.us, no sentido de conhecer o seu funcionamento. O próprio site tem serviços de ajuda para orientar o utilizador, no seguinte endereço http://delicious.com/help/learn. Através de breves e objectivas explicações, o utilizador não tem dificuldade em seguir uma série de os seguintes passo:.

1º - Selecciona-se o website que nos interessa;
2º - Faz-se o log in para a conta pessoal no Del.icio.us; e
3º - Adiciona-se umas tags/ etiquetas para identificar o URL; O Del.icio.us sugere tags.

Depois, é preciso perceber como são organizados os links no Del.icio.us,que podem ser organizados por etiquetas. Usando este recurso, podem ser criados cursos individuais sem ser necessário grandes conhecimentos ou recursos tecnológicos. Outra vantagem refere-se à possibilidade de partilhar estes recursos e de aceder a eles noutro local.

Quanto às desvantagens de ser organizad um curso desta forma, podemos destacar o seguinte:
- Todos os materias têm um endereço na internet e podem desaparecer a qualquer momento;
- Não é possível adicionar notas explicativas, comentários ou explicações.

Agregar (Syndicate) materiais através de RSS/Atom

rss-20feed-20icons.jpgNa partilha de materiais, podemos optar por pacotes mais complexos ou alimentadores mais simples como o RSS ou Atom. RSS são muito usados nos projectos OpenCourseWare para publicar informação básica, mas o Atom tem um formato semelhante. Essa circuntância revela-se uma vantagem, porque maioria das aplicações aceitam ambos.

Um alimentador (feed) é uma lista de itens ou REAs que pode ser acedida, processada, compreendida automaticamente por programas de sofware. As vantagens disto é que, através dos alimentadores, é possível recolher informação e criar ferramentas de pesquisa especializadas; fazer downloads automáticos de cursos completos offline, facilitando a partilha.

Como criar alimentadores é difícil para a maior parte dos utilizadores, aconselhamos a utilização dos serviços que geram automaticamente alimentadores, como, por exemplo, o Wordpress ou o eduCommons.

Outros programas para publicar

eduCommons[[#cite_note-21|[22]]: desenhado especificamente para a distribuição de OpenCourseWare. Download e utilização são gratuitos.
Mediawiki[[#cite_note-22|[23]]: um software para criar wikis. Muito popular.
Moodle[[#cite_note-23|[24]]: é preciso alguns conhecimentos tecnológicos para instalar e criar cursos,
Wordpress[[#cite_note-24|[25]]: é popular para criar blogues. Uma vez instalado, o Wordpress possui todas as funcionalidades necessárias para iniciar um blogue e possibilita adicionar texto, imagens e vídeos.

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ENCADEAMENTO ENTRE VERSÕES



Com a possibilidade de oer.JPGsurgirem várias versões de um recurso, de grande ou baixa largura de banda , versões móveis e offline, mantermo-nos a par de tudo pode parecer esmagador. A liberdade para fazer o download, para desagregar ou para mover um REA e obter versões diferentes de acordo com diferentes contextos: baixa largura de banda para as versões em áreas com más ligações; documentos sem imagens para economizar tinta de impressão; conteúdo formatado para dispositivos diferentes - se estes são utilizados de preferência ou por necessidade.

Neste ponto, vale a pena referir que não é necessário desenvolver uma versão única do REA, dada a falta de tempo ou conhecimento para criar as diferentes versões. Nesses casos, é mais importante disponibilizar um REA do que disponibiizar todas as versões possíveis. A maioria dos REAs auto-publicados exibem a versão de grande largura de banda de destaque. Se existirem apenas alguns tipos de downloads, é aconselhado a criação de uma lista à esquerda (por exemplo, um jogo de vídeo com ligações à esquerda).

Se o REA for complexo podemos considerar vários domínios. Por exemplo, a versão de grande largura de banda pode ser www.myoer.net e a versão móvel seria www.myoer.mobi. A maioria dos grandes repositórios têm regras ou preferências acreca da forma como devem ser exibidas as diferentes versões. Deverão ser lidas as orientações ou contactar com esses repositórios para, previamente, obter mais informações.

Encadeamento entre versões anteriores


Para ajudar na localização e remix, é recomendada a construção de versões de alta qualidade num formato sem perdas disponíveis (consultar a secção de interoperabilidade). Não existe uma forma universal para designar as várias versões de um REA. Em alguns casos, a escolha recai sobre o número do sistema decimal (por exemplo, 1,2, 1,3.). Noutros, optamospela data criação de cada versão (por exemplo, myOER 12 Jun 2008). Tal como acontece com o acompanhamento de diferentes versões para vários tipos de largura de banda, os grandes repositórios possuem o seu próprio sistema, e devem ser consultados antes de submeter um REA para apresentação.


Decidir que versões disponibilizar


Aquando da criação de um REA, é comum passar pela criação de várias versões antes de o publicar. Algumas dessas revisões são importantes para o REA, pois representam um projecto de decisão crucial. Dependendo do REA, algumas destas versões podem ser colocadas online. No entanto, para não desencorajar os visitantes, nem a localização futura e o remix, convém limitar o número de versões a disponibilizar.

De acordo com as várias etapas do desenvolvimento de um REA, podemos ou não considerar útil a disponibilização das versões relativas a cada uma dessas etapas. Essa disponibilização vai depender das várias alterações propostas. Por exemplo, quando criamos um vídeo educativo sobre as células e adiciononamos uma nova seção sobre mitocôndrias. O vídeo pode ou não ser radicalmente diferente, com a introdução desta nova secção, pode ou não ser importante a disponibilização das duas versões. Por outro lado, é permitido a outros professores editar a secção de mitocôndrias, bem como, qualquer outra secção utilizando um editor de vídeo. Então, o disponibilizar ou não uma versão anterior de um REA, vai depender do valor educativo atribuído a cada versão, ajudando assim, a construção de uma futura versão de localização e remix. Em regra geral, se existirem mais de três versões anteriores de um mesmo recurso publicadas,serão consideradas demasiadas versões disponíveis.

Com o intuito de melhorar a qualidade de um REA, deverão ser publicadas todas as novas versões e arquivadas todas as versões mais antigas.


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PUBLICAÇÃO DO TRABALHO DOS ESTUDANTES



A publicação do trabalho dos estudantes serve como ferramenta motivacional para os alunos que não estão interessados em escrever. A parte mais marcante dessa actividade é o facto de os escritores-estudantes serem motivados para melhorar os seus trabalhos escritos, revendo-os.

Quando os alunos integram projectos relacionados com a escrita e publicação de trabalhos, muitas vezes apresentam resultados positivos e atribuem mais valor à escrita.
A falta de experiência ou a falta de oportunidades pode explicar a sua hesitação anterior e as muitas atitudes negativas face à escrita. Os estudantes definem mais objectivos e expectativas quando lhes é dado um incentivo face à publicação de trabalhos.Sempre que os alunos estão cientes de que o seu trabalho vai ser alvo de uma publicação, procedem a uma produção mais cautelosa e demorada. Sem dúvida que a publicação de um trabalho reforça a estima e auto-confiança dos alunos e o orgulho pelo trabalho realizado. O trabalho de um aluno pode ser publicado individualmente ou integrado no trabalho de um grupo de estudantes/alunos.


Um REA pode ser publicado ou distribuído, via email, fazendo download de um website pessoal ou institucional, numa página de hosting de conteúdo educacional, num repositório institucional, num repositório temático. 

Para alunos até ao 12º ano, os seus trabalhos deverão ser publicados com muito cuidado. Uma das maiores preocupações quando publicamos o trabalho de um aluno é a manutenção da privacidade. As histórias de predadores online fazem as primeiras páginas de jornais, mas não são necessariamente, um reflexo da realidade. Por exemplo, Wolak et al. (2008) (Universidade de New Hampshire) informa que "apenas 5% dos predadores fingiu ser adolescentes quando contactou com potenciais vítimas" (p. 112). Nem este relatório, nem outros idênticos, pretendem diminuir a seriedade do tema - predadores da Internet ou sugerir aos professores que devem ocasionalmente afixar online material dos estudantes. Estas questões devem ser abordadas de forma realista, sem paranóia injustificada.

Alguns projectos de REA, como a mistura de vídeo ligadas a uma eleição, possuem preocupações mínimas com a privacidade, quando publicado num serviço online, como o YouTube. Nesses casos, os alunos não seriam necessariamente expostos a quaisquer problemas de privacidade. Salientamos que, mesmo que o conteúdo de um REA não inclua vídeos ou fotos de alunos, podem ainda, persistir questões relacionadas com a privacidade. O aconselhável é usar o bom senso e confiar na política local e jurídica aplicável.

É importante referir que, os REAs que incluem imagens ou vídeo de alunos podem ser problemáticos. Recentemente, os pais de um menor inicaram uma acção judicial contra a Creative Commons, um fotógrafo e a Virgin Austrália por usarem uma foto da sua filha, que tinha uma licença Creative Commons, como parte de um anúncio. No momento da redação deste texto, o caso não foi ainda resolvido, mas demonstra algumas das complicações relativamente ao uso de imagens de alunos (Lessig, 2007; Linksvayer, 2007). Uma maneira simples de contornar isso é obter a permissão parental antes da publicação. Na autorização parental deverá constar uma explicação da natureza da publicação e do local onde pode ser encontrado. Nos E.U.A, os alunos com idade inferior a 18 anos não possuem permissão para celebrar contratos e, portanto, não podem licenciar o seu material abertamente (sobre o uso livre, ver página License). Deve ser verificado, junto do departamento jurídico de cada instituição, as leis locais e políticas específicas, relativamente àa questões de privacidade dos alunos.

A privacidade não é considerada como um problema tão grave nas configurações do ensino superior. Os alunos são geralmente maiores de idade e não necessitam de autorização parental. No entanto, os alunos devem ser informados sobre o quê, quando e onde, o conteúdo será publicado e como será classificado. É fundamental lembrar que esses estudantes são os detentores dos direitos de autor do trabalho que produzem. Além disso, deverão verificar junto do departamento jurídico da sua instituição quais as políticas a atribuir.

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ACESSIBILIDADE




A publicação de uma forma acessível deve ser fácil, se prestamos a atenção na acessibilidade relativamente a outras fases do ciclo de vida do REA. No entanto, existem algumas considerações finais relativamente à acessibilidade na publicação do REA.

Auto-edição

Ainda que um REA possa cumprir as normas de acessibilidade, o site onde é publicado deve também ser acessível. Há várias coisas que podem ser feitas no código HTML para torná-lo mais acessível aos leitores no ecrã ou em dispositivos de acessibilidade (ver página Use). Para verificar se uma página web é ou não acessível, use o Wave Web Accessibility Evaluation Tool [1]. No entanto, mesmo que uma página web seja testado através de um validador de acessibilidade, ainda pode haver partes do site que são inacessíveis. A única maneira de saber se um site é acessível é testá-lo com o feedback de uma pessoa com deficiência. Quando em auto-edição, deve-se fornecer um método de contacto, quer seja e-mail ou endereço físico. Ao incluir as informações de contacto, os alunos podem opinar sobre as questões de acessibilidade e outros aspectos do REA.

ADA (Americans with Disabilities Act) e a Secção 508

A legislação norte-americana prevê através do ADA que as pessoas com deficiência devem ser acomodadas nos espaços públicos. Houve algum desacordo acerca de quanta acomodação deve um site fornecer (Brodkin, 2007). Mas, independentemente do resultado de determinados processos legais, é evidente que há, pelo menos, alguma expectativa de acomodação para pessoas com deficiência. E no movimento de educação aberta, onde o principal objetivo é aumentar o acesso às oportunidades de aprendizagem, essas expectativas são ainda maiores. (Ver Acessibilidade no capítulo Adapt para as etapas que podem ser seguidas para tornar o seu REA mais acessível).

A Secção 508 é uma parte da lei norte-americana que estipula que as agências federais proporcionem igualdade de acesso às informações eletrônicas. Se você for funcionário de uma agência federal, é obrigado a fazer materiais didáticos acessíveis a pessoas com deficiência (Estados Unidos Access Board, sd).


Publicação por Terceiros

Muitos repositórios grandes como Mediawiki ou Plone têm caracteristicas de acessibilidade incorporadas. Embora o nível de acessibilidade entre repositórios seja diferente entre si, na generalidade eles são acessíveis à leitura por " screenreaders". Deve-se contactar o repositório para saber quais as suas características de acessibilidade antes de publicar. Eles podem dar sugestões sobre como fazer o REA mais acessível. Alguns repositórios úteis e com boa acessibilidade são Dotsub e Librivox
.
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PERSPECTIVAS




Neste capítulo ficam algumas opiniões pessoais de Norman, Wiley e Pfeffer,as quais têm em comum a defesa do uso e implementação de REAs.

Não estou convencido da necessidade de repositórios e sites de apontadores (referatories). Enquanto um OER foi produzido usando um formato de arquivo adequado, e tem uma licença de leitura óptica aplicada a ele, ferramentas de pesquisa como o CreativeCommons devem bastar. Indivíduos e organizações estariam livres para publicar os seus conteúdos em qualquer local visível para o Web aberta, e permitir que a infra-estrutura existente do Google, Yahoo, e outros semelhantes detectar e indexar os seus recursos para que todos os possam encontrar e utilizar. Não há nenhuma necessidade para a criação de jardins murados ou silos de conteúdo educacional aberto sob a forma de depósitos ou sites de apontadores (Norman, 2007).

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Finalmente, no contexto dos objectivos do projecto, um projecto de recursos educacionais abertos devem tomar decisões sobre qual dos muitos modelos de financiamento disponíveis é mais provável resultar em níveis de financiamento suficiente para permitir a continuação do projecto cumprir suas metas de forma contínua (Wiley , 2007).

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Ensinar e publicação devem ser mais estreitamente ligados, para evitar uma de descontextualização do material e reduzir o limite para a publicação (Pfeffer, 2008).

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Um estudante universitário ajudar um estudante da segunda série primária, com um projeto de coordenação olho-mão. Veja Opening_Our_Minds [1] de vídeos deste project.

Enquanto procurava uma ferramenta para o trabalho de colaboração com os aluno para um curso universitário novo para os educadores primários, percebi logo que um formato wiki era o ideal. Com pouco tempo restante, eu inicialmente selecionei a Education Wiki alojado pela Wikia devido à sua capacidade de resposta às minhas perguntas e familiaridade básica com a plataforma de edição. Eu tive um semestre de sucesso a trabalhar no Wikia. Achei os administradores do site agradáveis, prestativo e generosos ao ensinarem-me o básico e algumas outras capacidades muito úteis.

Como a comunidade sobre o Education Wiki era pequena comecei a procurar um grupo maior, com maior potencial para a colaboração. Os administradores do Wikieducator foram ainda mais prestáveis, e pareciam genuinamente interessandos sobre o que eu estava tentando realizar. Criei uma página inicial, mas não tive tempo para lidar com a difícil tarefa de passar todas as minhas páginas de conteúdo e as imagens associadas. No entanto, a publicidade inicialmente inócuo no site Wikia tornou-se, ocasionalmente, ofensiva ao ponto de já não ser confortável enviar lá os professores. A publicidade foi a motivação final para sair e, portanto, com a ajuda de estudantes, transferi tudo de novo para o Wikieducator Curso de Biology in elementary schools [2].

Começando em Janeiro de 2008, 36 alunos do meu curso criaram nomes de utilizadores e desenvolveram as suas ideias sobre o ensino para partilhar no Wikieducator. Este grupo de estudantes mais novos tiveram a vantagem de trabalhar com um instrutor com um ano de experiência de utilização do wiki e a curva de aprendizagem foi, espero, menos íngreme. Este último grupo de estudantes reflectiram sobre as suas experiências com o educador wiki aqui: Wiki reflections.
WikiEducator revelou um anfitrião ideal. Oferece todas as vantagens do meu site anterior, sem publicidade, e tem funcionalidades adicionais, como o gerador de PDF, edição colaborativa de vídeo . Após um segundo semestre com um grupo de estudante maior, já eliminei vários kinks, e estou ansioso para aprender mais no futuro semestres (McCabe, 2008).



O trabalho desenvolvido pode ser visto em http://wikieducator.org/Opening_Our_Minds


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RECURSOS




Blackboard para docentes: Guia Rápido elaborado pela Universidade do Minho.

Demonstração do site Desire2Learn sobre o Learning Repository.

Tutorial de 2007 realizado pela OLCOS: Share Open Educational Resources (OER) - publish and reuse

Slideshare: OER - Building a culture of sharing, OER Conference, Warsaw, 2009

Documentos
http://www.scribd.com/
http://www.slideshare.net/

Imagens

http://www.flickr.com/
http://picasa.google.com

Multimédia
http://www.archive.org/index.php
http://pbwiki.com/
http://wordpress.com/

Vídeo
http://video.google.com/
http://www.kaltura.com/
http://www.teachertube.com/index.php
http://www.youtube.com/
http://www.publishingstudents.com/Motivator.html

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REFERÊNCIAS



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